Monumentos




Erguida no alto da arriba rochosa, no século XVII, sobre a ponta lesta da pequena enseada da praia, a dezasseis braças ou cerca de 100 metros sobre o nível do mar, o Forte de N.S. da Encarnação protegia a pequena praia de pescadores dos ataques dos piratas marítimos. Terá sido iniciada em 1670, tal como indica a lápide gravada que ainda existe sobre o seu portal, embora a inscrição tenha sido colocada 125 anos depois do início da obra.




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O antigo e magno templo da Cidade de Lagoa destaca-se ao longe de entre o casario e terá sido ele que consolidou a comunidade cristã no início do povoamento pós-muçulmano, no século XIII.

A sua referência mais antiga é a porta existente sob a torre, em arco de volta redonda com interessantes capiteis. Será um provável testemunho da construção original que se manteve até hoje, à qual se atribui traços góticos, mas que também tem sido considerada manuelina, do século XVI.

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Lagoa tem outro templo dentro do seu aglomerado urbano, a Igreja da Misericórdia, edifício cuja data da construção original não é fácil determinar mas que deve recuar à época da Misericórdia de Silves, tendo em conta que Silves foi dada por D. João II à sua Rainha Leonor, passando a pertencer às casas da Rainha. Diz a tradição, que ela teria mandado fundar, ainda em vida, a Irmandade naquela Cidade, cuja Igreja da Misericórdia teria sido erigida por consequência do foral de D. Manuel de 1504. Devido aos evidentes laços entre Silves e Lagoa, onde uma tinha jurisdição sobre outra, é bem provável que a tradição das Misericórdias logo chegasse à então Cidade.

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As marcas históricas de Lagoa continuam pelo convento de S. José. Trata-se de um convento carmelita, com claustro, capela e torre-mirante, datado de 1738, como consta na inscrição de uma porta. Recuperado há alguns anos, é a sala de cultura e cartão de visita da cidade. Espaço cultural por excelência, nele pode-se assistir a muitos eventos, tais como exposições de pintura, recitais de piano e canto lírico na belíssima capela do convento e no mini auditório, também utilizado para encontros, palestras e exibição de peças de teatro. Alguns espaços recuperados são hoje a Sede da Junta de Freguesia da Lagoa.

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A Câmara Municipal de Lagoa e os seus edifícios anexos reflectem um estilo e uma arte de reaproveitamento de espaços bem sucedida. Na verdade, os Paços do Concelho de Lagoa merecem uma especial atenção da parte do público, uma vez que mantêm viva a memória de um templo já desaparecido, precisamente a ermida de Nossa Senhora do Pé da Cruz, da qual ainda se conservam vestígios arquitectónicos, como um tecto em abóbada e decorações florais.
A nova Câmara Municipal construida na Rua Dr. Ernesto Cabrita, e onde estão os seguintes serviços: Presidência, Vereação, Obras, Recursos Humanos e Arquivo.

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Encontram-se espalhados pela Cidade. São altares, as chamadas Estações dos Passos, associadas à procissão com o mesmo nome que tem lugar na Semana Santa e simbolizam cenas da caminhada de Cristo para o Calvário. Trata-se de altares decorados com belas imagens polícromes que não passam despercebidos a ninguém e revelam uma comovente via sacra para os crentes que marca a vivência profundamente religiosa do povo de Lagoa.

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De entre os vários edifícios memoráveis de Lagoa, destaca-se aquele, junto da igreja matriz, datado de 1887, que já foi Depósito de Água e Biblioteca Municipal, antes do restauro do velho cinema que hoje constitui um extraordinário aproveitamento do património construído, onde está agora instalada a nova Biblioteca.

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Trata-se de um pequeno templo de arquitectura rural, de estilo manuelino, situado a cerca de 2 km de Lagoa, num velho morgado à esquerda de quem toma a estrada Lagoa-Sesmarias, a meio caminho antes da bifurcação da “Santa”, entre Mato Serrão e Sesmarias. Originário da Idade Moderna (século XVI), é um templo de planta rectangular com um extraordinário portal de cantaria da região, com uma rara verga tribulada. No seu interior conservam-se restos de pinturas florais a fresco.

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No jardim das laranjeiras fica o mais recente monumento religioso de Lagoa. O oratório erigido a Nossa Senhora realça pela luz e pela exposição num espaço aberto.
A imagem fica protegida por um pequeno alpendre em telhado de quatro águas que se unem no topo segurado por quatro colunas a segurar as paredes de vidro que protegem a imagem sagrada. O oratório está sempre embelezado pelas inúmeras oferendas de flores que na sua base são depositadas.

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Na Praça da República, localiza-se o centenário Mercado Municipal, um dos ex-libris da Cidade cuja situação privilegiada mantém desde 1895, data inscrita sobre a sua fachada encimada por uma sineta que anuncia, desde essa data, a chegada do peixe fresco. Ali, o badalar do sino continua a acordar o povo cada manhã de azáfama mercantil. Mas, entenda-se: falamos dos produtos genuínos da terra, puros e locais, vindos das hortas e dos pomares, dos galinheiros, das pocilgas e das vacarias e não das grandes superfícies comerciais que inundaram o Algarve e o asfixiaram no mercado consumista dos nossos dias.

Se dissermos que o mercado de Lagoa representa a tradição e a voz do povo, nada estará mais correcto. Chegou a ser levantada a hipótese de mudar a praça para um outro lugar, mas essa alternativa foi liminarmente rejeitada pelos Lagoenses, uma vez que há marcas dos tempo que nunca podem ser apagadas e um dos principais pontos de encontro dos filhos da terra, habituados a longos anos de tagarelice à porta da tasquinha e da barbearia.

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